juuuuura…?!

 

 

afirmou uma pediatra, psicoterapeuta e especialista

(e sabe-se lá mais o quê…) que:

 

“Bebês que não dormem
acabam por trazer a síndrome de privação de sono para o cuidador,
que geralmente é a mãe.


Ela se sente irritada e
chega a ter dificuldades de concentração e de memória.”

.

oh pá bastava apenas passar cá pelo nosso laranjal…

para chegar a essa brilhante descoberta!  .

 

(e como não podia deixar de ser…

cá em casa partilhamos muita coisa,

incluíndo o “síndrome da privação de sono”!)

 

a cada um o seu moinho…

 

 

os professores, como muitos outros profissionais, continuam a ser mal compreendidos e principalmente por quem nunca o foi.

não é “A” profissão, a não para o próprio que a exerce, mas o mesmo acontece em qualquer outra.

para mim, em qualquer profissão, havendo contas a prestar, o que importa é quem se torna no “O” Profissional.

para tal, na maioria das vezes, basta fazer (bem) aquilo para o qual fomos contratados e com respeito por aqueles que nos pagam e por aqueles que dão sentido ao serviço que prestamos.

é certo que alguns foram contratados para actividades com grande impacte social, quer pela notoriedade, quer pela implicação ao nível da saúde e bem estar (incluindo o eventual poder de restrição da liberdade).

mas também é certo que nunca se viu em Portugal um médico manifestar publicamente agradecimento à sociedade por lhe ter permitido concretizar a sua escolha de vida profissional. é que, apesar das escolas serem públicas e sustentadas pelos nossos impostos, continuamos a ter de levar com doses de arrogância vazia de sentido administradas por (alguns) técnicos de saúde que não estão a fazer mais do que se espera deles.

o mesmo se pode referir em relação a qualquer outra área de actividade. em todas se encontram alguns profissionais sem brio, outros com excessiva sobrevalorização e ainda uns quantos lamuriosos arautos da comiseração corporativa – todos em demasia para a pouca paciência dos meus ouvidos.

na altura em que professei a docência vi colegas reduzirem esta actividade profissional quase exclusivamente ao período em que estivessem a leccionar “dentro de sala”. com grande esforço e criatividade lá iam conseguindo descobrir actividades para preencher os “períodos mortos” a que estavam “obrigados” pela natureza da sua profissão. eram os anos d’oiro do MSN, das palavras-cruzadas e outros quebra-cabeças. mas também tive colegas que, apesar da escassez de recursos das escolas, foram capazes de melhorar, pelo amor ao ofício e com condimentos raspados às próprias algibeiras, as omeletas sem ovos que lhes pediam para fazer.

infelizmente, em todas as actividades podemos encontrar um ou outro energúmeno a manchar o nome de profissionais que fazem o |bom| trabalho. é fácil apontar um dedo para essas nódoas. mas assim ficam sempre os outros quatro dedos a apontarem sabe-se lá para onde.

em alternativa podemos abrir as mãos e aplaudir aqueles que nas suas vidinhas lá vão encontrando soluções suadas para os seus afazeres. como que por artes mágicas, vão fazendo bem aquilo que é suposto fazerem |bem|.

por isso, é preciso aplaudir e dizer a esses senhores:

“muito bem! continuem o bom trabalho!”.

é que, apesar de não ser um hábito por cá, o reforço positivo (justo!) é um poderoso estímulo para a produtividade.

e se não for pedir muito… digam, também, a esses senhores, aqueles que fazem bem o que é suposto fazerem |bem|, digam-lhes um simples “obrigado!”, que estão a dar valor e bom nome à profissão dos seus colegas.

para eles o meu Obrigado !

 

 

…feito em Portugal?! só se for excelente!

andam, alguns, a promover o consumo do que é português, só porque sim, e eu, cá com as minhas dúvidas, dúvido que alguém já tenha feito contas ao que teremos de consumir para que isso crie impacto real, para além dos comentários habituais que vamos soltando no balcão desta tasca de escala nacional.

em relação ao que se faz por cá, acho que é preferível promover |só| o que é excelente e ser crítico com o resto, muito crítico, assim quase como que carregando a todo o instante, na ponta da língua e pronto a sair como uma chibatada, algo do género “tem lá vergonha pá que és Tuga e vê se fazes melhor que isso!” ou “se o fazes em Portugal não pode ser menos que bestial!”. um pouco como o que se passava antigamente com os electrodomésticos germânicos ou com os carros nipónicos, que eram bons, muito bons porque menos não seria concebível.

a seguir é lapidar qualquer um que vier promover a atitude do coitadinho. e eu, com as minhas dúvidas, tenho a certeza que é de começar por enfiar um calhau nos c*rnos daqueles que se lembram de criar subsídios à malandragem que por cá se faz, só porque é Portugal, e naqueles que andam por aí a inverter os valores…

«INVERSÃO DE VALORES

CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um noticiário na TV:

De mãe para mãe…

‘Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em L isboa .
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG’s, etc…

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia…

Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas ‘Entidades’ que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais “Os meus direitos”.

Para terminar, ainda como mãe, peço “por favor”:
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só…
Direitos humanos só deveriam ser para “humanos direitos” !!! »

 in: “Castanheira de Pera em Notícia”

.

vidas em “modo rooodízio”…

a quantidade de distractores que “pirilampam” e habitam à nossa volta é incomensurável.

cada vez mais temos menos tempo disponível para o que é real e importante.

e aceleramos para chegar (ainda) ao que não sabemos se é mesmo uma necessidade.

talvez um dia, sabendo-se ter menos tempo do que se pensava ter, se dê mais valor ao |tempo| que temos e se distribua melhor o tempo que resta.

 

por enquanto, como cataventos, vão-se vivendo vidas em “modo rodízio”…

 

.

“Os Contemporâneos” tiveram momentos mesmo muito bons. estes são  exemplos disso (e os comentários aos vídeos…?!.

… no contexto até têm alguma piada, mas só mesmo aí.

“vai e sê feliz…”

dentro de dias faria anos uma das pessoas mais importantes na minha existência. à falta de outro conceito para definir algo mais, digo a mim mesmo que foi o “destino” que lhe traçou a curva da estrada – curva que é sempre demasiadamente estreita quando termina ainda a meio. se voltasse a ser pequeno pedia-lhe que aconchegasse as minhas saudades no seu abraço e secasse as minhas lágrimas com o calor do seu sorriso. e ser-lhe-ia tão fácil, pois que tinha ambos sempre prontos e disponíveis… sempre lustrosos e afinados. é a pensar nesse seu sorriso que instantaneamente me sinto recrescido e lhe brindo com o meu. e imagino-a a olhar por/para mim e a dizer-me “vai e sê feliz…”, porque sei que ainda o faz, mesmo agora.

“Só por um momento, na curva da estrada
falas-me de ti, do rumo que tarda
é hora de escolher, e p’ra ti é tudo ou nada

És filha do mundo, com vontade de mudar
……rompes o silêncio, à prova de bala
dás-me a tua voz, que nunca se cala
já não te queixas de mim,
mas nada nasce no fim

Onde está a revolução, eu já não te posso valer
descontas no tempo, um estado de graça
beco com saída, fogo que não passa
amanhã longe daqui,
serei eu que te perdi
Mas tu

Vai e sê feliz
não olhes para trás (deixa lá)
vai e sê feliz

E só + 1 vez, só de 1 vez
vai e sê feliz por mim, sê feliz por ti

Vai e sê feliz
Vai e sê feliz”

“Vai e sê feliz” – Quinta do Bill, letra de João Portela

 

Luso-Loving…

este Sr. MEC escreve muito bem, escreve, pois que escreve…

 

” O Amor em Portugal

Mesmo que Dom Pedro não tenha arrancado e comido o coração do carrasco de Dona Inês, Júlio Dantas continua a ter razão: é realmente diferente o amor em Portugal. Basta pensar no incómodo fonético de dizer «Eu amo-o» ou «Eu amo-a». Em Portugal aqueles que amam preferem dizer que estão apaixonados, o que não é a mesma coisa, ou então embaraçam seriamente os eleitos com as versões estrangeiras: «I love you» ou «Je t’aime». As perguntas «Amas-me?» ou «Será que me amas?» estão vedadas pelo bom gosto, senão pelo bom senso. Por isso diz-se antes «Gostas mesmo de mim?», o que também não é a mesma coisa.

(…)

A confusão do amar com o gostar, do amor com a paixão, e do afecto, tornam muito difícil a condição do amante em Portugal. Impõe-se rapidamente o esclarecimento de todos estes imbróglios. Que bom que seria poder dizer «Estou apaixonado por ela, mas não a amo», ou «já não gosto de ti, embora continue apaixonado» ou «Apresento-te a minha namorada», ou «Ele é tão amável que não se consegue deixar de amá-lo». Estas distinções fazem parte dos divertimentos sérios das outras culturas e, para podermos divertirmo-nos e fazê-las também, é urgente repor o verbo «amar» em circulação, deixar-mo-nos de tretas, e assim aliviar dramaticamente o peso oneroso que hoje recai sobre a desgraçada e malfadada paixão

in ‘A Causa das Coisas’Miguel Esteves Cardoso

(Thanks, MEC)