“vai e sê feliz…”

dentro de dias faria anos uma das pessoas mais importantes na minha existência. à falta de outro conceito para definir algo mais, digo a mim mesmo que foi o “destino” que lhe traçou a curva da estrada – curva que é sempre demasiadamente estreita quando termina ainda a meio. se voltasse a ser pequeno pedia-lhe que aconchegasse as minhas saudades no seu abraço e secasse as minhas lágrimas com o calor do seu sorriso. e ser-lhe-ia tão fácil, pois que tinha ambos sempre prontos e disponíveis… sempre lustrosos e afinados. é a pensar nesse seu sorriso que instantaneamente me sinto recrescido e lhe brindo com o meu. e imagino-a a olhar por/para mim e a dizer-me “vai e sê feliz…”, porque sei que ainda o faz, mesmo agora.

“Só por um momento, na curva da estrada
falas-me de ti, do rumo que tarda
é hora de escolher, e p’ra ti é tudo ou nada

És filha do mundo, com vontade de mudar
……rompes o silêncio, à prova de bala
dás-me a tua voz, que nunca se cala
já não te queixas de mim,
mas nada nasce no fim

Onde está a revolução, eu já não te posso valer
descontas no tempo, um estado de graça
beco com saída, fogo que não passa
amanhã longe daqui,
serei eu que te perdi
Mas tu

Vai e sê feliz
não olhes para trás (deixa lá)
vai e sê feliz

E só + 1 vez, só de 1 vez
vai e sê feliz por mim, sê feliz por ti

Vai e sê feliz
Vai e sê feliz”

“Vai e sê feliz” – Quinta do Bill, letra de João Portela

 

vendo bem as coisas…

“tenho estado a olhar para o meu espelho

através dos olhos de outrem

…”

Eeehhh!

SKUNK ANANSIE

bom som, bom!

 

I’ve been looking through my mirror
with somebody elses eyes
you broke me down
you fixed my blood staind pride
I’ve running through my window
at somebody elses world
you let me fall
right through your open door
you came and saved me you saved me from myself
you came and saved me you saved me from myself
I’ve been running hard on empty
sinking deeper in the sand
you let me down
right on to solid ground
you came and saved me you saved me from myself
you came and saved me you saved me from myself
when everyone left me you loved me and no one else
you came and saved me you saved me from myself “

( You Saved Me – Skunk Anansie – Wonderlustre, 2010)

malhas caídas, esperança e pouco mais…

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Não me interpretes mal
Não troques os sinais
Tu sabes que no fundo
Bem lá no fundo
Somos todos iguais
Malhas caídas
Esperança e pouco mais.

Não me interpretes mal
Não me queiras julgar
Sabes que a solidão
Deixa a razão
Fora do seu lugar
Malhas caídas
Pontas por apanhar.

(…)

Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Um pouco de calor…”

o que acrescentaria a esta música? Nada!

obrigado aos seus autores!

 

(Manuel Paulo & Manuela Azevedo – Malhas caídas @ Assobio da cobra )

sim, quando regressamos…

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para algo renovamos o seu sentido,

para alguém fortalecemos a ligação,

ao que nos faz ser quem somos recuperamos do peso das ausências

podemos celebrar o resultado do investimento


e por isso volto de mochila nas costas,

assobiando ao vento,

e sorrindo ao caminho,

regresso ao Lar…

de onde as pernas me levaram mas o coração resistiu em ficar!

 

( pois, quanto menos dorme mais lamechas fica o rapaz… bolas! )

de regresso aos meus…

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em breve regressarei à minha tribo e haverá o reencontro dos olhares que há tanto partiram em direcções diferentes.

será, então, tempo de se partilhar o calor dos abraços que ficaram à espera,

tempo de se enaltecerem lealdades e retribuir com sorriso feliz as verdadeiras amizades, daqueles que, apesar da ausência,

sei que ficaram a zelar por mim, de peito aberto e sem omissões.


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“Tribo - é um conjunto de pessoas, geralmente de uma família ou associação de poucas famílias, que habitam uma cidade ou uma vila, em um território geográfico definido, dirigidos por chefes ou patriarcas. Os humanos que compõem uma tribo geralmente são da mesma raça, crença e costumes”