ora diga lá excelência…

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muito se escreve, em muitos blogs, sobre o desgaste nas relações e as falências a que conduzem.

também, muito se descreve, em muitos blogs, sobre as expectivas, formas e os feitios da outra pessoa nas relações, incluindo descrições das consequentes implicações nos des.|.enlaces das mesmas.

o que ainda não encontrei foi um “postalinho” onde alguém exponha (em jeito de autocrítica) como julga que deveria ser para ser a pessoa ideal para o/a outro/a… e não me refiro ao eventual “encaixe” nas expectativas do outro – “complex”, não é?! pois, talvez…

simplificando… se nos pomos a imaginar como deveríamos ser para ser o/a tal pessoa ideal para alguém (em abstracto)….então, o que mudaríamos no sentido da excelência?

vá não se acanhem… mesmo em anónimo… comentem lá como seriam se fossem para alguém aquela “laranja” excelente…

(ou será que, afinal, nas relações, passado o período do engate/engodo,

mandamos para cima do outro aquilo que somos…

e toma lá aguenta-te porque disseste que gostavas…. tungas!!!)

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é de macho…

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queixam-se elas por ouvirem os sinos a redobrarem com mais força mas ninguém as escutar, por se sentirem tão frágeis como as papoilas, por estarem tão previsíveis como o tempo na primavera, por terem a paciência para lá de Bagdad, por lhes incomodar a luz do Sol durante o dia mas acharem a Lua desvanecida durante a noite… por serem tão somente elas e ninguém as compreender, mas queixam-se (apenas) em certas alturas do mês.

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O que nem imaginam é o sentir no masculino, onde tudo é mais intenso, despropositado, profundo, desmesurado, único, todos os dias – no masculino até o espirro é de macho, ou pelo menos é assim que nos iludimos. é o monstro do “TPM” – Temperamento Parvo Masculino.

o Lobo Antunes é que viu bem a coisa…

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Sátira aos HOMENS quando estão com gripe – ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Pachos na testa, terço na mão,

Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha, Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

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fazer papel de laranja verde….

e por vezes acontece-me…

… é apenas mais forte do que eu!

Faço birrinhas, pois que faço, e depois fico assim:

a fazer papel de laranja verde!

mas depois é espectacular  sentir a verdadeira amizade de alguém    

que lança uma mão e ajuda a amadurecer!

há laranjas mesmo especiais!