“vai e sê feliz…”

dentro de dias faria anos uma das pessoas mais importantes na minha existência. à falta de outro conceito para definir algo mais, digo a mim mesmo que foi o “destino” que lhe traçou a curva da estrada – curva que é sempre demasiadamente estreita quando termina ainda a meio. se voltasse a ser pequeno pedia-lhe que aconchegasse as minhas saudades no seu abraço e secasse as minhas lágrimas com o calor do seu sorriso. e ser-lhe-ia tão fácil, pois que tinha ambos sempre prontos e disponíveis… sempre lustrosos e afinados. é a pensar nesse seu sorriso que instantaneamente me sinto recrescido e lhe brindo com o meu. e imagino-a a olhar por/para mim e a dizer-me “vai e sê feliz…”, porque sei que ainda o faz, mesmo agora.

“Só por um momento, na curva da estrada
falas-me de ti, do rumo que tarda
é hora de escolher, e p’ra ti é tudo ou nada

És filha do mundo, com vontade de mudar
……rompes o silêncio, à prova de bala
dás-me a tua voz, que nunca se cala
já não te queixas de mim,
mas nada nasce no fim

Onde está a revolução, eu já não te posso valer
descontas no tempo, um estado de graça
beco com saída, fogo que não passa
amanhã longe daqui,
serei eu que te perdi
Mas tu

Vai e sê feliz
não olhes para trás (deixa lá)
vai e sê feliz

E só + 1 vez, só de 1 vez
vai e sê feliz por mim, sê feliz por ti

Vai e sê feliz
Vai e sê feliz”

“Vai e sê feliz” – Quinta do Bill, letra de João Portela

 

psssiiiiuuuu…

“…

‘cos you just have to know…

THE SWEETEST THING IS YOU BABY,


THE SWEETEST THING THAT I CAN BREATHE… IT’S YOU BABY

…”

 

(pois que estou a ouvir isto em modo “repeat”,

mesmo “non-stop”,

horas a fio…

aos pulos e tudo!

será que alguém vai notar…?!

espero que esse alguém sejas tu Su!

hehe)

- Skunk Anansie rules today Baby ! Ooohh yeeaaah! -

de regresso aos meus…

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em breve regressarei à minha tribo e haverá o reencontro dos olhares que há tanto partiram em direcções diferentes.

será, então, tempo de se partilhar o calor dos abraços que ficaram à espera,

tempo de se enaltecerem lealdades e retribuir com sorriso feliz as verdadeiras amizades, daqueles que, apesar da ausência,

sei que ficaram a zelar por mim, de peito aberto e sem omissões.


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“Tribo - é um conjunto de pessoas, geralmente de uma família ou associação de poucas famílias, que habitam uma cidade ou uma vila, em um território geográfico definido, dirigidos por chefes ou patriarcas. Os humanos que compõem uma tribo geralmente são da mesma raça, crença e costumes”

sinto-me confinado…

na distância que é tanta que me enclausura.

São paredes de vazio, paredes cobardes que fogem das minhas mãos como o ar que escapa a quem cai em queda livre – que se eu pudesse e se assim não fossem já as teria destruído na raiva da minha dor. A distância não é duplicada ao ser sentida de cada lado; é elevada ao quadrado a cada instante e por isso os minutos parecem carregar horas de solidão.

O tempo torna-se espesso e cansativo. Exausto de o carregar na tua ausência fico sem forças para ter vontade. Recupero a vontade quando recordo que é contigo que invento momentos e o tempo evapora como éter mesmo por entre as situações mais banais.

Na incapacidade de me fazer presente junto a ti a distância torna-me no vazio que me envolve; a mim, que ao abrigar-te nos meus braços fico gigante.

Não há conformismo possível porque a distância suga-me a paciência. Irrita-me por dentro até à ectoderme e faz-me com mais buracos que os suíços o queijo; buracos que se enchem de frustração por saber que a falta de paciência em nada diminui a distância.

E é tanta a distância.