sentir tudo … oa oiràrtnoc

 

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é difícil descrever…

como não se sente…    preenchido!

é um vazio que teima em desprender-se…

é a ausência de sons, um silencio sorumbático a ressoar cá dentro… um incômodo zumbido que atazana para lá do ouvido interior…

são as sensações que se tentam puxar da memória para revestir o corpo… corpo frio e desconfortável, como sermos todo um pé descalço no soalho gélido…

é sentir tudo… ao contrário…

quando ficamos lá…

com os que queríamos aqui…

(vá bichano, amanhã levantas novamente os bigodes!)

 

 

Luso-Loving…

este Sr. MEC escreve muito bem, escreve, pois que escreve…

 

” O Amor em Portugal

Mesmo que Dom Pedro não tenha arrancado e comido o coração do carrasco de Dona Inês, Júlio Dantas continua a ter razão: é realmente diferente o amor em Portugal. Basta pensar no incómodo fonético de dizer «Eu amo-o» ou «Eu amo-a». Em Portugal aqueles que amam preferem dizer que estão apaixonados, o que não é a mesma coisa, ou então embaraçam seriamente os eleitos com as versões estrangeiras: «I love you» ou «Je t’aime». As perguntas «Amas-me?» ou «Será que me amas?» estão vedadas pelo bom gosto, senão pelo bom senso. Por isso diz-se antes «Gostas mesmo de mim?», o que também não é a mesma coisa.

(…)

A confusão do amar com o gostar, do amor com a paixão, e do afecto, tornam muito difícil a condição do amante em Portugal. Impõe-se rapidamente o esclarecimento de todos estes imbróglios. Que bom que seria poder dizer «Estou apaixonado por ela, mas não a amo», ou «já não gosto de ti, embora continue apaixonado» ou «Apresento-te a minha namorada», ou «Ele é tão amável que não se consegue deixar de amá-lo». Estas distinções fazem parte dos divertimentos sérios das outras culturas e, para podermos divertirmo-nos e fazê-las também, é urgente repor o verbo «amar» em circulação, deixar-mo-nos de tretas, e assim aliviar dramaticamente o peso oneroso que hoje recai sobre a desgraçada e malfadada paixão

in ‘A Causa das Coisas’Miguel Esteves Cardoso

(Thanks, MEC)

 

Wiki wiki #4 … “Amor fino”

por vezes é mais acertado falar de amor aos peixinhos…

“O amor fino não busca causa nem fruto.

Se amo, porque me amam, tem o amor causa;

se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há-de ter porquê nem para quê.

Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo: se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo.

Pois como há-de amar o amor para ser fino?

Amo, quia amo; amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar.

Quem ama porque o amam é agradecido.

Quem ama, para que o amem, é interesseiro: quem ama, não porque o amam, nem para que o amem, só esse é fino.”

in: Sermões, Padre Ant.º Vieira

Wiki wiki #3 … “Camões”

sim, o grande… aquele que escreveu:

”  Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?  “

 

e também…

” Transforma-se o amador na cousa amada
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada
Que mais deseja o corpo alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois com ele tal alma está liada.

Mas esta linda e pura Semidea
Que como o acidente em seu sujeito,
Assi com a alma minha se conforma;

Está no pensamento como ideia;
E o vivo, o puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma. “

(in: Rimas)

 

“Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. (…). Diz-se que, (…), se autoexilou em África, (…).

Todos os esforços feitos no sentido de se descobrir a identidade definitiva da sua musa foram vãos e várias propostas contraditórias foram apresentadas sobre supostas mulheres presentes na sua vida.

Contudo, é um amor preso no dualismo, é um amor que, se por um lado ilumina a mente, gera a poesia e enobrece o espírito, se o aproxima do divino, do belo, do eterno, do puro e do maravilhoso, é também um amor que tortura e escraviza pela impossibilidade de ignorar o desejo de posse da amada e as urgências da carne. Queixou-se o poeta inúmeras vezes, amargamente, da tirania desses amores impossíveis, chorou as distâncias, as despedidas, a saudade, a falta de reciprocidade, e a impalpabilidade dos nobres frutos que produz.”

 in: Wikipédia

 

 

 

 

Wiki wiki #2 … “Innuendo”

 


“An innuendo is a baseless invention of thoughts or ideas. It can also be a remark or question, typically disparaging (also called insinuation), that works obliquely by allusion. In the latter sense, the intention is often to insult or accuse someone in such a way that one’s words, taken literally, are innocent.”

in: Wikipédia

 …é uma invenção sem base de pensamentos ou ideias. Também pode ser uma observação ou pergunta, geralmente depreciativos (também chamado de insinuação), que trabalha obliquamente por alusão. No último sentido, a intenção é frequentemente insultar ou acusar alguém de tal maneira que as palavras, tomadas literalmente, são inocentes. – GoogleTranslate

Wiki wiki #1 … “Sindrome do falso amor”

Devido a processos neurológicos complexos, a pessoa passa por uma experiência de transferência, com outra pessoa (com) que(m) tem um pouco de afinidade.

Essa Síndrome cria a sensação que o paciente esta apaixonado, esta amando a outra pessoa, quando na verdade ela esta apenas projetando seu ideal de amor.

in: Wikipédia