about boys & girls…

LoL

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a cada um o seu moinho…

 

 

os professores, como muitos outros profissionais, continuam a ser mal compreendidos e principalmente por quem nunca o foi.

não é “A” profissão, a não para o próprio que a exerce, mas o mesmo acontece em qualquer outra.

para mim, em qualquer profissão, havendo contas a prestar, o que importa é quem se torna no “O” Profissional.

para tal, na maioria das vezes, basta fazer (bem) aquilo para o qual fomos contratados e com respeito por aqueles que nos pagam e por aqueles que dão sentido ao serviço que prestamos.

é certo que alguns foram contratados para actividades com grande impacte social, quer pela notoriedade, quer pela implicação ao nível da saúde e bem estar (incluindo o eventual poder de restrição da liberdade).

mas também é certo que nunca se viu em Portugal um médico manifestar publicamente agradecimento à sociedade por lhe ter permitido concretizar a sua escolha de vida profissional. é que, apesar das escolas serem públicas e sustentadas pelos nossos impostos, continuamos a ter de levar com doses de arrogância vazia de sentido administradas por (alguns) técnicos de saúde que não estão a fazer mais do que se espera deles.

o mesmo se pode referir em relação a qualquer outra área de actividade. em todas se encontram alguns profissionais sem brio, outros com excessiva sobrevalorização e ainda uns quantos lamuriosos arautos da comiseração corporativa – todos em demasia para a pouca paciência dos meus ouvidos.

na altura em que professei a docência vi colegas reduzirem esta actividade profissional quase exclusivamente ao período em que estivessem a leccionar “dentro de sala”. com grande esforço e criatividade lá iam conseguindo descobrir actividades para preencher os “períodos mortos” a que estavam “obrigados” pela natureza da sua profissão. eram os anos d’oiro do MSN, das palavras-cruzadas e outros quebra-cabeças. mas também tive colegas que, apesar da escassez de recursos das escolas, foram capazes de melhorar, pelo amor ao ofício e com condimentos raspados às próprias algibeiras, as omeletas sem ovos que lhes pediam para fazer.

infelizmente, em todas as actividades podemos encontrar um ou outro energúmeno a manchar o nome de profissionais que fazem o |bom| trabalho. é fácil apontar um dedo para essas nódoas. mas assim ficam sempre os outros quatro dedos a apontarem sabe-se lá para onde.

em alternativa podemos abrir as mãos e aplaudir aqueles que nas suas vidinhas lá vão encontrando soluções suadas para os seus afazeres. como que por artes mágicas, vão fazendo bem aquilo que é suposto fazerem |bem|.

por isso, é preciso aplaudir e dizer a esses senhores:

“muito bem! continuem o bom trabalho!”.

é que, apesar de não ser um hábito por cá, o reforço positivo (justo!) é um poderoso estímulo para a produtividade.

e se não for pedir muito… digam, também, a esses senhores, aqueles que fazem bem o que é suposto fazerem |bem|, digam-lhes um simples “obrigado!”, que estão a dar valor e bom nome à profissão dos seus colegas.

para eles o meu Obrigado !

 

 

oh Lord…

dá-me paciência! (ou juizinho)

.

se vindo eu do ginásio cumprimento um colega com o tronco ligeiramente flectido é dor nas costas, pois certamente.

o que não esperava era do cumprimento da oriental amiga dele, em português de nível mais que aceitável:

“olá você é muito cordial, tem um cumprimento que até parece oriental!”

respondo eu

“annnhhh?! pois, então ‘sayonara’… ou lá que é!”

e vou-me pelo caminho, cabisbaixo, deixando cair linhas de pensamento em “off” para as minhas sapatilhas…

“aiii se tenho mandado alguma graçola… tungas… ainda acabava com as pestanas ajeitadas por um pézito levantado num aconchego marcial! oh vida!”

Laranjinha… tira-me deste filme 😉

uns e outros…

todos temos aqueles que tanto queremos agarrar mas que nos escapam por entre os dedos e deles fica a nostalgia

há também aqueles que nos atentam a paciência e deles lembramos o esforço que precisamos para nos libertar

mas há ainda aqueles que nos seguram em pequenos gestos que perduram; para um desses bastou-lhe dizer

take all the time you need… I’ll not let you down”

yeah Buddy, continuas a dar-me lições…